Ocorreu no último domingo (3) a 64ª edição do Grammy, premiação televisionada promovida anualmente pela The Recording Academy desde 1959.

No último domingo, ocorreu uma das premiações mais aguardadas do mundo da música. Contando com a presença de grandes nomes da música contemporânea, como BTS, Olivia Rodrigo, Doja Cat, H.E.R, Dua Lipa, Silk Sonic e tantos outros artistas, a cerimônia foi marcada por momentos emocionantes, além de recordes de vitrolas douradas como Jon Batiste, vencedor de 5 categorias, incluindo a de Melhor Álbum do Ano, com We Are.

Assim como a do último dia 3, as premiações dos anos anteriores foram marcadas por diversos momentos especiais, além de polêmicos, desde a sua primeira edição em 1959.

COMO TUDO COMEÇOU…

Notando o papel do Oscar para a cinematografia, a atual The Recording Academy, organização estadunidense de cultura musical, sentiu a necessidade de criar uma premiação exclusiva para o mundo da música. Assim, em 4 de maio de 1959 deu-se início a um dos maiores eventos culturais contemporâneos: o Grammy Awards.

Inicialmente denominada de Gramophone Awards, devido ao troféu ser uma vitrola dourada, a cerimônia tem como objetivo premiar os que são considerados os grandes nomes da indústria musical, sendo eles cantores e produtores. Atualmente, o Grammy faz parte das premiações mais influentes do Mundo.

Domenico Modugno e Henry Mancini, vencedores de Disco do Ano e Álbum do Ano respectivamente. Reprodução: Madison.com
Frank Sinatra discursando em seu primeiro Grammy, 1959.
Reprodução: Omelete.com

A PRIMEIRA GRANDE NOITE 

A premiação do Grammy se deu em duas cerimônias. Com sedes nas cidades de Nova York e de Los Angeles, a primeira grande noite foi realizada no mês de maio, enquanto a segunda, no final de dezembro do mesmo ano.   

Já dando uma prévia de como seriam as próximas edições, além da presença de grandes nomes como Frank Sinatra, um dos mais aclamados ícones da música internacional de todos os tempos, diversas polêmicas marcaram logo a primeira premiação. Considerado o rei do jazz/pop na década de 50, espectadores e fãs ficaram indignados ao verem Sinatra receber apenas o prêmio de Melhor Capa de Álbum em “Only The Lonely”, disco idealizado e dirigido pelo próprio, quando o esperado pelos fãs era que o cantor fosse o vencedor de Melhor Canção ou Gravação do Ano. Somente na segunda noite, já em dezembro, Sinatra levou para casa as vitrolas de Álbum do Ano, Performance Vocal Masculina, Prêmio Especial de Artista e Contribuição de Repertório.

Frank Sinatra na primeira edição do Grammy, 1959. Reprodução: VogueMéxico

OUTRAS GRANDES POLÊMICAS

Uma das polêmicas mais comentadas envolvendo o nome do Grammy ocorreu em 2020 quando o rapper americano Kanye West postou uma foto em que mostrava o mesmo urinando no troféu que acabara de ganhar. Segundo o cantor, foi uma maneira de protestar contra produtores musicais. “Acreditem, não vou parar”. 

Reprodução do vídeo polêmico feito por Kanye. Reprodução: Twitter

Em 2018, mais uma grande polêmica aconteceu, mas agora, em cima do próprio palco da cerimônia. Quando Alessia Cara ganhou pela Artista Revelação, Neil Portnow, presidente da Academia, proferiu um discurso visto como machista por grande parte do público:

“Mulheres que têm criatividade em seus corações e almas, que querem ser musicistas, que querem ser engenheiras, produtoras e querem fazer parte da indústria no nível executivo precisam se dedicar mais”.

Como forma de protesto e demonstração de indignação, Dua Lipa fez um discurso logo após ganhar o mesmo prêmio que Alessia Cara ganhou no ano anterior, 2018: 

Reprodução: YouTube

A repercussão e indignação popular na época fez com que Neil Portnow fosse retirado da presidência da The Recording Academy naquele ano.

Nem mesmo Will Smith foi poupado pelas polêmicas do Grammy. Em 1988, em parceria ao DJ Jazzy Jeff lançaram “Parents Just Don’t Understand” que lhes renderam uma indicação de Melhor Performance de Rap. Ambos já haviam confirmado sua presença na noite de cerimônia, isso até descobrirem que 16 categorias seriam televisionadas, menos a que foram indicados. Jeff e Will justificaram dizendo que para o Grammy, não havia lugar ao rap.

Clip de Parents Just Don´t Understand, 1988. Reprodução: YouTube

APRESENTAÇÕES MEMORÁVEIS

A parceria inédita entre o rapper Eminem e Elton John, em 2001, foi também motivo de muita admiração na época. Ambos cantaram juntos a canção Stan, originalmente de repertório do rapper com uma melodia e versão inédita. Os artistas foram aplaudidos de pé pela plateia. 

Reprodução: YouTube

Em 2008, mais um grande encontro aconteceu nos palcos da premiação: Beyoncé e Tina Turner se uniram para cantar o grande sucesso “Pround Mary”. Uma apresentação que é relembrada frequentemente pelos grandes amantes do Grammy e de todo o mundo da música.

Reprodução: YouTube

Em 2011, ano da perda de Whitney Houston, um dos grandes nomes da música internacional, Jennifer Hudson realizou um tributo à cantora. Deixando todos os presentes e espectadores emocionados, Jennifer fez jus ao legado que Whitney deixou no mundo da música ao cantar “I Will Always Love You”.

Reprodução: YouTube

Outro dueto eternizado foi o de Skip Marley e Katy Perry. Deixando evidente suas opiniões políticas e indignação perante ao Governo na época, a dupla, durante toda a performance fez críticas ao governo de Donald Trump ao som de “Chained To The Rhythm”. 

Reprodução: YouTube

MELHORES LOOKS

Já não é mais novidade que os artistas não poupam esforços para se destacarem com suas vestimentas nas noites de cerimonia do Grammy, isso desde a primeira edição. Os looks se destacam desde sua originalidade até seus acessórios um tanto quanto inusitados. Confira abaixo os looks que mais repercutiram nos tapetes vermelhos:

Dolly Parton na 19ª edição do Grammy. Reprodução: Steal the look
  1. Dolly Parton

Em 1977, a cantora Dolly Parton surgiu com um look inusitado, mas muito aclamado na época. Ousando brilho, lantejoulas e cores vibrantes, Parton apostou em um colete branco e um macacão rosa cintilante. Isso sem falar no penteado digno de uma musa da música.

Noah posando com seu look nos tapetes do Grammy, 2021. Reprodução: Site E!

2. Noah Cyrus

A também cantora e irmã de Miley Cyrus, Noah Cyrus ousou em seu look no Grammy em 2021. Desenhado por Schiaparelli, Noah usou um vestido cor pérola bufante.

Grace Jones posando no Grammy, 1983. Reprodução: Vogue.com

3. Grace Jones

A supermodelo da época, Grace Jones, marcou os tapetes vermelhos com seu look nada básico. Investindo em tons escuros, Jones ousou em formas geométricas e claro, em seu chapéu histórico.

Ariana Grande vestindo Giambatistta Valli no Grammy, 2020. Reprodução: FSH NSM.com

4. Ariana Grande

Apostando em um vestido acinzentado bufante, a cantora Ariana Grande dominou o tapete vermelho ao vestir um modelo feito por Giambatistta Valli, designer inglês.

Doja Cat na última cerimônia realizada domingo (3).
Reprodução: Uol.com

5. Doja Cat

A rainha dos palcos marcou presença com seu look na última cerimônia do Grammy. Trazendo um azul pastel, transparência e um penteado anos 2000, a cantora se destacou no último domingo.

GRAMMY LATINO

Formulada pela The Recording Academy nos anos 2000, a premiação tem como objetivo dar mais visibilidade e inclusão aos cantores latinos-americanos na maior premiação musical do Mundo. Apresentado em língua espanhola, o Grammy Latino abrange todos os gêneros musicais, além de possuir categorias exclusivas para canções e álbuns em língua portuguesa. 

Um dos grandes nomes da atualidade na premiação é o duo Anavitória, ganhador de cinco vitrolas nos anos de 2017, 2019, 2020 e 2021. Além de Ana Caetano e Vitória Falcão, outros grandes nomes da música brasileira como Paulinho da Viola, Chitãozinho e Xororó e Paulo Novaes, juntamente com Ana Caetano, levaram uma vitrola dourada para casa em Melhor Álbum de Samba/pagode, Melhor Álbum de Música Sertaneja e Melhor Canção Em Língua Portuguesa com Lisboa respectivamente. 

Duo AnaVitoria juntamente com Tiago Iorc, ambos vencedores em Melhor Canção em Língua Portuguesa por “Trevo” (Tu). Reprodução: Revista Capricho
Duo AnaVitoria ao ganhar em Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa com “O Tempo é Agora”, 2019. Reprodução: G1.com

Antes de sua criação, cantores latinos concorriam em apenas duas categorias na premiação tradicional, sendo elas Melhor Álbum de Música Mundo Clássica e Melhor Álbum de Música Mundo Contemporânea. A criação do Grammy Latino, além de dar mais visibilidade a artistas do Hemisfério Sul, proporcionou maior reconhecimento mundial à arte latina, antes desvalorizada por questões históricas.

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