No último dia 13, comemorou-se o início do centenário da Semana de Arte Moderna, um evento artístico que revolucionou a maneira de se enxergar e fazer arte. Tendo Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade como seus principais pioneiros, a Semana de Arte Moderna representou uma ruptura com o tradicional artístico europeu que vigorava na época e colocou em primeiro plano uma arte adaptada ao “brasileirismo” e adepta à liberdade no processo de criação.

Cartaz convidativo para Semana de Arte Moderna. Reprodução: G1.com

Sendo assim, o Teatro Municipal, localizado em São Paulo, além de tornar-se um de seus grandes símbolos, serviu como palco para diversas apresentações, exposições, novas estéticas e para o novo movimento que ali acabara de nascer: o Modernismo. No entanto, não pense você que houve apenas a exibição dos quadros coloridos da Tarsila, ou somente as apresentações encantadoras de Heitor Villa Lobos. A verdade é que a Semana foi bem intensa e conflituosa, ou como muitos dizem: foi “tiro, porrada e bomba”.

Teatro Municipal, São Paulo. Reprodução: Jornal da Unicamp, por: Antonio Scarpinetti

A maioria dos paulistas naquela época, não tendo acesso à educação artística e cultural assim como tiveram os artistas, acabaram não compreendendo a arte modernista, tampouco as mensagens que ela exprimia. Sendo assim, a Semana de Arte Moderna, bem como suas obras e apresentações, foram alvos de chacotas e ofensas por parte popular: vaias, arremesso de comida e até mesmo pequenos detalhes não intencionais, como o uso de chinelo por conta de um calo no pé de Villa-Lobos, foram vistos como “um ato de ofensa à população”.

Participantes da Semana de Arte Moderna, dentre eles, Mário de Andrade à esquerda. Reprodução: CidadeeCultura.com
Preparação de palco e cenário do Teatro Municipal.
Reprodução: Revista Exame

Mesmo com toda a má repercussão na época, das chacotas, ofensas e, claro, de toda comida desperdiçada que foi arremessada nos artistas, é fato de que a Semana de Arte Moderna acrescentou, e muito, na arte brasileira, seja com sua repulsa ao tradicionalismo europeu, pela criação da identidade nacional, seja pela liberdade de expressão ao artista – que incorporou-se posteriormente a novas artes, e que é, por exemplo, perceptível até hoje em grafites e murais nas próprias ruas do Brasil. Hoje, portanto, é nítido que o Modernismo é a base das artes contemporâneas e de toda a Arte brasileira.

Curtiu? Para mais textos sobre esportes, entretenimento e cultura, acesse nosso portal e siga-nos nas redes sociais! Insta: @portalquentaro e Twitter: @portalquentaro

Nos vemos por ai! 🙂