Brasileiras perderam por 3×1 para as colombianas, mas ainda assim levantaram a taça de campeãs do Sul-Americano pela 22ª vez. 

No último domingo (19), a seleção brasileira feminina de vôlei foi derrotada pela seleção da Colômbia por 3×1, mas mesmo assim conseguiu sair campeã desta edição do Campeonato Sul-Americano de Vôlei Feminino.

As seleções participantes no campeonato deste ano foram: Brasil, Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Sediado em Barrancabermeja, Colômbia, de 15 de setembro a 19 de setembro de 2021, o torneio foi disputado em sistema de pontos corridos, em turno único, e todas as seleções se enfrentaram. As seleções que ficaram em 1º (Brasil) e em 2º lugar (Colômbia) disputaram a grande final para decidir quem ficaria com o título. Além disso, as duas equipes finalistas da competição garantiram vaga no Mundial do ano que vem, que ocorrerá na Holanda e na Polônia.

Ao longo do torneio, Zé Roberto Guimarães apostou em várias jogadoras, que conseguiram trazer retorno ao time. Isso é muito bom, porque testes são sempre bem-vindos e podem ajudar a melhorar o desempenho da seleção em jogos mais críticos. Ter bons nomes no banco de reserva pode ganhar um campeonato. 

Mas antes de falarmos da final em si, vamos repassar um pouco da trajetória das nossas meninas ao longo do campeonato. Não foi um torneio tão fácil como muitas pessoas imaginavam que seria, embora a seleção brasileira tenha vencido a grande maioria dos jogos. Em alguns momentos nas partidas, as jogadoras brasileiras pareciam relaxar e, com isso, as adversárias aproveitavam para impor algumas dificuldades ao Brasil. 

A trajetória do Brasil

Brasil x Peru

Na primeira rodada da competição, que ocorreu no dia 15, a seleção brasileira enfrentou o Peru. Esse foi, de longe, o jogo mais tranquilo para as nossas meninas nessa edição: um 3×0 lindo (parciais de 25/17, 25/23 e 25/18) para estrear com o pé direito em busca de mais um título de Sul-Americano. 

As peruanas conseguiram virar boas bolas em alguns momentos do jogo, mas o Brasil, que havia começado o jogo num ritmo um pouco mais lento, acelerou os ataques e, com Ana Cristina alcançando protagonismo ao longo da partida, a seleção brasileira conseguiu a vitória. 

Brasil x Argentina

O Brasil não teve vida fácil na segunda rodada do Sul-Americano, mas ganhou da Argentina de virada por 3×1, com parciais de 23/25, 25/13, 25/14 e 25/16. A partida começou tensa para a seleção brasileira, que durante o primeiro set cometeu muitos erros e esbarrou no bom volume de jogo das argentinas, que demonstraram uma ótima força de ataque e acabaram vencendo o primeiro set.

No entanto, no intervalo, o técnico Zé Roberto Guimarães pareceu ter arrumado a casinha e, com um bloqueio consistente, saques mais perigosos e ataques mais efetivos, as brasileiras conseguiram virar a partida e derrotaram a Argentina, garantindo mais 3 pontos na competição.

Brasil x Chile

Depois da tempestade vem a tranquilidade. Nossas meninas conseguiram mais uma vitória na terceira rodada da competição, desta vez contra o Chile, na sexta-feira (17). A terceira rodada foi mais tranquila para elas, uma vez que conseguiram ganhar de 3×0 – parciais de 25/11, 25/19 e 25/14. Com isso, as jogadoras brasileiras mantiveram o 100% de aproveitamento no torneio e conseguiram uma vaga para o Mundial de 2022. 

Uma das principais armas do Brasil nesse campeonato foi a ponteira e oposta Ana Cristina, de apenas 17 anos, que fez diversos pontos ao longo dessa partida e também das outras, se tornando uma boa opção para os próximos campeonatos e para o processo de renovação que a seleção almeja. 

Brasil x Colômbia 

A grande final. O jogo mais difícil do campeonato Sul-Americano até aqui. 

O que alegrava a torcida brasileira era o seguinte fato: bastava o Brasil ganhar apenas um set para que a nossa seleção ficasse com o título. Mas as colombianas, aparentemente, tinham outros planos. 

O primeiro set só deu Colômbia: as donas da casa chegaram com força e impuseram seu jogo logo no início, para que a seleção brasileira não tivesse forças para se recuperar. 

O segundo set foi um pouco mais disputado – embora tudo parecesse encaminhado para as colombianas vencerem mais um e abrirem uma boa vantagem, ao final do set as jogadoras brasileiras fizeram uma sequência incrível de pontos e chegaram a empatar a parcial. No entanto, mesmo assim não deu: 0x2 para a Colômbia e a história sendo escrita – com dois sets ganhos, a seleção colombiana garantiu sua vaga no Mundial do ano que vem.

No terceiro set, era hora da verdade: ou a seleção brasileira ganhava o set e garantia o título, ou sofreria uma derrota histórica para as colombianas e sairia com o segundo lugar. Sendo assim, o Brasil melhorou na volta à quadra e a Colômbia acabou se perdendo na celebração da conquista do set anterior. Mesmo assim, não foi um set fácil, pois as colombianas reagiram e decidiram que queriam aquela vitória por 3 sets a 0, juntamente com o título de campeãs sul-americanas. O final do set foi eletrizante, mas a seleção brasileira conseguiu vencer o tão sonhado set e, com isso, ganhou o título do Campeonato Sul-Americano de Vôlei pela 22ª vez. 

Ainda assim, as brasileiras não conseguiram reagir no jogo e a Colômbia venceu por 1×3 (parciais de 19/25, 23/25, 26/24 e 23/25), fato que acabou diminuindo um pouco o êxtase do título conquistado. Contudo, nada apaga o bom campeonato que as brasileiras (e as colombianas) fizeram! 

O time do campeonato 

O time ideal do campeonato Sul-Americano de Vôlei contou com a presença de duas brasileiras: a central Ana Carolina (mais conhecida como CarolAna) e a ponteira/oposta Ana Cristina. Além disso, a nossa ponteira Gabi Guimarães foi eleita a MVP (melhor jogadora) do campeonato! 

Vem conferir como ficou essa seleção: 

Levantadora: Maria Alejandra Marin (COL)

Ponteiras: Daniela Bulaich (ARG) e Amanda Coneo (COL)

Centrais: Ana Carolina (BRA) e Yeisy Soto (COL)

Oposta: Ana Cristina (BRA)

Líbero: Tatiana Rizzo (ARG)

MVP: Gabriela Guimarães (BRA)

Por ora, o vôlei de seleções terá um descanso, para que as atletas voltem aos seus clubes e possam se preparar para a temporada e para jogar em suas devidas ligas. Caso queira saber mais sobre onde cada atleta joga, acompanhe os perfis das jogadoras! 

No Brasil, também temos a SuperLiga de Voleibol Feminino e Masculino, em que vários atletas que representaram a seleção brasileira nas competições internacionais jogam. Vale a pena conferir o site da CBV para ficar por dentro de datas e horários! 

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