Saiba mais sobre os esportes em que o Time Brasil possui mais chances de ganhar medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio! Por: Thaís Bueno e Giulia Howard

As Olimpíadas de Tóquio terão a abertura oficial na sexta-feira (23), embora tenham contado com alguns esportes que tiveram início antes, como o Softbol de Campo, o Futebol, o Tiro com Arco e o Remo. 

Inicialmente, quando os jogos olímpicos foram remarcados de 2020 para 2021 devido à pandemia de COVID-19, a ideia inicial era não ter público nos locais onde seriam realizadas as provas. No entanto, no dia 21 de junho de 2021, com a vacinação avançada e o declínio nos índices de mortalidade no Japão, o governo decidiu liberar 50% da capacidade dos locais para o público, com um máximo de 10 mil pessoas – porém, torcedores estrangeiros não poderiam entrar no país. 

Como nem tudo são flores, a pandemia voltou a assustar o Japão com o surgimento das novas variantes da COVID-19 e isso frustrou os planos do governo japonês, que contava com os jogos olímpicos para crescer a economia do país. Dessa maneira, no dia 8 de julho de 2021, três semanas após o país decidir liberar o público, o governo voltou atrás e proibiu a presença de torcedores nas provas deste ano, em virtude do agravamento da pandemia. 

Ainda sim, as Olimpíadas de Tóquio serão o grande evento poliesportivo deste ano, contando com muitas modalidades novas, como Beisebol, Softbol, Karatê, Skateboard, Surf e a Escalada Competitiva. Introduziram-se, assim, esportes mais radicais que são bem competitivos e prometem ser boas atrações. 

O Time Brasil está muito bem representado em quase todos os esportes e é o maior da história em Olimpíadas fora do país, contando com 303 atletas e 18 reservas que poderão ser utilizados nos jogos. Além disso, no dia 23 de julho, a bandeira brasileira entrará pelo Estádio Olímpico de Tóquio nas mãos de Ketleyn Quadros, bronze nas Olimpíadas de Pequim com o judô, e Bruno Rezende (Bruninho), campeão olímpico com o vôlei. Eles serão os porta-bandeiras do Brasil!

Tudo indica que o nosso país poderá trazer grandes vitórias e alegrias para o povo, depois de tantas tragédias que aconteceram do ano passado para cá. Quer saber mais sobre os esportes em que as equipes brasileiras têm grandes chances de levar uma medalha de ouro? Então vem com a gente! 

Vôlei

Um dos mais tradicionais esportes das olimpíadas. A seleção brasileira de voleibol, tanto masculina como feminina, possui boas peças e teve a oportunidade de ter um último treino antes do início dos jogos olímpicos na chamada Liga das Nações (VNL). O time masculino ficou em 1º, enquanto o feminino ficou com o 2º lugar e levou a prata.

Atualmente, quem tem mais chances de levar uma medalha de ouro é a equipe masculina, que tem um bom histórico nas Olimpíadas, levando o 1º lugar em 2 das últimas 4 edições. Com jogadores como Bruninho, Leal, Lucarelli e Wallace, a seleção brasileira se vê com força máxima com a volta do técnico Renan Dal Zotto – recuperado da COVID-19 – e provavelmente será o time a ser batido em Tóquio. Nos jogos olímpicos, o Brasil está no grupo B, um grupo fortíssimo que conta com as seleções de França, Estados Unidos, Rússia, Argentina e Tunísia. Na estreia, dia 24/07, a seleção brasileira enfrentará os tunisianos.

Já a equipe feminina pode ser uma surpresa na competição, pois, embora ainda conte com alguns problemas como falta de concentração e erros de recepção recorrentes, as jogadoras trabalham duro e são muito qualificadas. Não as vejo conquistando uma medalha de ouro, mas com certeza podem beliscar uma medalha de prata ou bronze, o que já seria um grande feito, visto que a seleção está em um processo de renovação. O grupo das garotas conta com adversários até tranquilos – a seleção está no grupo A junto com Japão, Quênia, República Dominicana, Sérvia e Coreia do Sul. As meninas agora continuarão sua preparação para os jogos olímpicos e voltam às quadras no dia 25/07 para a estreia contra a Coreia do Sul.

Vôlei de Praia

O vôlei de praia do Brasil também é bem forte e vai brigar por uma medalha de ouro para o país. Para quem é leigo no assunto, o vôlei de praia funciona assim: duas duplas, uma de cada time, disputam o jogo numa quadra de areia e vence quem alcançar dois sets (de 21 pontos) primeiro. Caso haja um empate em 1×1, haverá um terceiro set que será de 15 pontos para definir o vencedor – mesma situação do tie break no vôlei. Porém, algumas regras são diferentes, como: 

  • O bloqueio conta como toque da equipe. Portanto, caso a bola toque no bloqueador, a equipe dele só poderá tocar na bola mais duas vezes. Contudo, o jogador que tocou a bola no bloqueio pode fazer o toque seguinte;
  • Não existem erros de posicionamento na praia, os jogadores podem trocar de posição à vontade;
  • Não há substituições. Portanto, se um jogador se lesionar, ele tem cinco minutos para se recuperar e voltar ao jogo; caso contrário, a equipe será desclassificada e a dupla adversária será a vencedora; 
  • Cada dupla tem direito a um tempo de 30 segundos em cada set;
  • A “carregada” é permitida no vôlei de praia quando a dupla se defende de um ataque violento. Ou seja, se durante um movimento de defesa de uma bola violenta, um jogador “carregar” a bola, segurando-a momentaneamente entre os dedos antes de rebatê-la, não será marcada uma infração.

O Brasil será representado por duas duplas muito boas: Alison/Álvaro e Evandro/Bruno Schmidt representam a seleção no masculino, enquanto Ágatha/Duda e Ana Patrícia/Rebecca serão as representantes no feminino. 

3 das 4 duplas tiveram uma última preparação bem recente no Circuito Mundial de Vôlei de Praia. Alison e Álvaro não participaram, e Evandro e Bruno acabaram sendo eliminados nas quartas de final. Já as duplas femininas deram orgulho para a nação – tivemos uma final brasileira, em que Ágatha e Duda enfrentaram Ana Patrícia e Rebecca. A primeira dupla saiu vitoriosa, mas ambas fizeram um bom jogo e, assim, o Brasil conquistou o 1º e 2º lugar do Circuito. As quatro duplas brasileiras chegam bem fortes para as Olimpíadas!

A dupla Evandro/Bruno está no grupo E, que conta com Polônia, Chile e Marrocos. Já a dupla Alison/Álvaro está no D, e jogará com Holanda, Estados Unidos e Argentina pela fase de grupos. 

No feminino, Ágatha e Duda enfrentarão Canadá, China e Argentina pelo grupo C, enquanto Ana Patrícia e Rebecca disputarão vaga na próxima fase com Estados Unidos, Quênia e Letônia pelo grupo D. 

Judô 

Explicando um pouco sobre o esporte, o judô funciona da seguinte maneira: as competições são realizadas em um tatame quadrado. As lutas devem durar no máximo cinco minutos e quem conseguir fazer o ippon primeiro é o vencedor. Se ao final da luta nenhum judoca realizar o ippon, então vencerá aquele que tiver mais vantagens. Os principais atos realizados em uma luta são:

  • Ippon: é o principal objetivo do judô e o responsável pela finalização da luta e vitória do judoca. O lutador deve colocar o rival com velocidade e força virado de costas para o chão. Para isso deve aplicar uma chave de braço no adversário, imobilizá-lo e estrangulá-lo por 20 segundos;
  • Wazari: é parecido com o Ippon, mas no Wazari o rival é colocado de costas no chão se aplicação de força e velocidade, ou apenas é imobilizado por 15 até 19 segundos;
  • Yuko: o adversário deve cair de lateral no solo ou imobilizado em um tempo de 10 até 14 segundos;
  • Koka: a menor pontuação; ocorre quando os lutadores caem sentados. As Kokas são importantes para o acúmulo de pontos, mas não finalizam a luta.

Disputada por categorias de acordo com o peso, a definição dos ganhadores das medalhas de ouro e prata são conhecidos após os combates em eliminação simples, seguindo o cruzamento.

O Judô brasileiro trouxe 13 convocados para as Olimpíadas de Tóquio, contando masculino e feminino. Vale mencionar o fato de que a única categoria que o país não terá representantes é a Leve Feminino (57kg), peso da campeã olímpica na Rio 2016 Rafaela Silva, já que ela está suspensa por Doping e não competirá este ano. No entanto, o Brasil ainda tem algumas esperanças de medalha nos pesados, com os nomes de Rafael Silva e Maria Suelen, além de Mayra Aguiar. 

Rafael Silva disputará na categoria dos +100kg, enquanto Maria Suelen lutará pela categoria de +78kg e Mayra Aguiar pela categoria de 78kg. Os três são as maiores esperanças que o Brasil possui de medalhas, e acredito que pelo menos um deles poderá trazer uma de ouro para nós. Os atletas passaram por um treinamento duro, com várias competições preparatórias, e chegam bem para os jogos. 

Canoagem de Velocidade 

A canoagem nas Olimpíadas é feita da seguinte forma – dois tipos de barco são usados: a canoa, com 1 ou 2 atletas, e o caiaque com 1, 2 ou 4 competidores. As provas de velocidade são divididas pelo tipo de barco: K-1 , K-2 e K-4, sendo K o tipo de barco (caiaque, do inglês kayak) e 1 o número de atletas na disputa (K-1, caiaque para uma pessoa). A mesma regra é utilizada na canoa: C-1, C-2 e C-4 (C-1, canoa para uma pessoa). 

Atualmente, disputam-se provas de 200 metros, 500 metros e 1000 metros. No entanto, para os homens não existe meio termo: ou fazem parte das provas de 200m ou das de 1000m. A única exceção é o K-4, caiaque quádruplo que será disputado por 500m. Já as mulheres concorrem nas de 200m e 500m, mas não nas de 1000m.

A canoa do Brasil conta com duas cotas e os representantes serão os atletas Isaquias Queiroz, que disputará duas provas – C1 1000 metros e o C2 1000 metros ao lado de Jacky Godmann. Jacky substituirá Erlon de Souza que está lesionado e não foi liberado pela equipe médica para ir ao Japão. No K1 1000 metros será Vagner Souta. 

Nos jogos do Rio 2016, o brasileiro Isaquias Queiroz, um dos favoritos ao ouro da modalidade neste ano, fez história ao se tornar o primeiro atleta brasileiro a conquistar três medalhas olímpicas em uma mesma edição dos jogos. Ele conquistou três medalhas em três categorias diferentes: duas de prata (Canoa Individual 1000m e Canoa de Dupla 1000m com Erlon de Souza) e uma de bronze (Canoa Individual 200m). 

Esse ano, Isaquias usará uma canoa azul que possui uma história por trás: o espanhol Jesus Morlan, considerado um gênio do esporte, levou Isaquias às três medalhas nos Jogos do Rio. Morlan morreu de câncer dois anos depois, mas deixou um sonho: queria que a embarcação de Tóquio fosse azul, da cor da equipe RBR na Fórmula 1. O brasileiro quer honrar o legado do técnico espanhol e vem forte para conquistar pelo menos uma medalha, mais uma vez. 

Ciclismo Cross-Country

Para começar explicando um pouquinho sobre, Mountain Bike é o esporte e o cross-country é uma modalidade dele. Sendo assim, nos Jogos Olímpicos, as provas de mountain bike são disputadas no formato cross-country, com múltiplas voltas. O primeiro ciclista a completar todas as voltas e cruzar a linha de chegada vence a corrida. Uma prova dura, em média, de uma hora e meia a duas horas, desde a largada até o último ciclista a cruzar a linha de chegada. 

Em Tóquio, o percurso de cross-country tem 4 mil metros de extensão e subidas de até 150 metros de elevação, sendo uma pista apertada e muito técnica. O trajeto mistura subidas íngremes com quedas vertiginosas, saltos, além de uma “selva de pedra” que vai testar bastante a habilidade dos ciclistas no quente verão japonês. 

O Brasil garantiu duas vagas na prova do cross-country masculino (XCO) dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Henrique Avancini e Luiz Cocuzzi serão os representantes brasileiros e prometem dar trabalho aos seus adversários. 

A principal esperança de medalha para o Time Brasil é Henrique Avancini, considerado um ídolo para o “pedal” brasileiro. Ele possui um bom histórico de medalhas em outras competições, já foi o líder do ranking mundial de mountain bike e chega em Tóquio na 7ª posição, com condições de conquistar um ouro para o país. 

Henrique Avancini, a esperança brasileira no cross-country olímpico. – Foto: Fábio Piva / pivaphoto.com

Ginástica artística 

A ginástica artística sempre foi um grande orgulho brasileiro nas Olimpíadas e Pan-Americanos. Neste ano, o Brasil sediou o Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística e a equipe brasileira foi sucesso mais uma vez: primeiro lugar geral. O time de ginastas totalizou 16 medalhas – nove de ouro, duas pratas e cinco de bronze.

Arthur Nory é uma grande promessa para este ano. Ele levou o bronze do Solo na Rio 2016 e é o atual campeão mundial na barra fixa. Ele lutará para defender sua medalha e conquistar o tão sonhado ouro olímpico, mas mesmo que isso não ocorra, o pódio é quase certo para esse grande talento brasileiro. 

Arthur Nory comemora série impecável, que lhe rendeu o ouro na barra fixa no mundial de 2019 em Stuttgart. – Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Arthur Zanetti também promete! Medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e de prata em 2016. Ambas foram pela modalidade Argolas, expertise do maior atleta da história da ginástica artística brasileira. Em Tóquio, ele será reserva da equipe brasileira e focará apenas na prova de Argolas, o que pode ser extremamente positivo em sua corrida por mais um ouro olímpico.

Na ginástica artística feminina, a estreante em Olimpíadas Rebeca Andrade pode trazer um ouro para o Brasil. Campeã individual geral no Pan-Americano do Rio, ela é uma aposta da equipe brasileira, mas o ouro permanece uma incerteza, já que a atleta competirá com a favorita Simone Biles – a estadunidense que levou quatro medalhas de ouro e uma de bronze nos últimos Jogos Olímpicos.

Rebeca Andrade foi ouro nos Pan-Americanos do Rio 2021 e garantiu sua vaga em Tóquio. – Foto: Ricardo Bufolin/CBG

As apresentações de ginástica artística serão feitas de 24 de julho a 3 de agosto no Centro de Ginástica Ariake.

Skate 

O Skate é um dos novos esportes olímpicos. As competições ocorrerão no parque de Esportes Urbanos de Ariake, nos dias 24 e 25 de julho (modalidade street) e 4 e 5 de agosto (park).

Suas duas modalidades serão o Skate Street e o Skate Park. O Street é disputado numa pista de obstáculos tipicamente urbanos, como escadas, rampas, muretas e corrimões. Já o Park tem seu palco nas famosas piscinas – ou “bowls” -, onde são colocados alguns elementos do street, do halfpipe e do vertical. 

Projeto das pistas de Park (à esquerda) e Street (à direita) em Tóquio. – Foto: Organização dos Jogos Olímpicos/Reprodução World Skate

Tais disputas duram, geralmente, 40 segundos e os pontos são atribuídos por um time de juízes, considerando-se precisão e dificuldade das manobras, por exemplo.

Essa novidade já estreia com grandes chances de ouro para o Brasil, sobretudo no street feminino e no park masculino. 

Temos a campeã mundial de street Pâmela Rosa como promessa de ouro, além de Rayssa Leal (mais conhecida como “Fadinha”), um fenômeno de apenas 13 anos que já levou o bronze no Campeonato Mundial. 

Com apenas 13 anos, Rayssa Leal, a “Fadinha”, é a caçula do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio 2021. – Foto: Mauro Pimentel/AFP

Letícia Buffoni também deve levar medalha para casa, mesmo que não de ouro, pois foi o quinto lugar no último mundial. Logo, o skate promete grandes emoções para o povo brasileiro, inclusive a possibilidade de o pódio ser completamente nosso no street!

Já na modalidade park, o skate masculino pode levar o primeiro lugar com Pedro Barros. O skatista carrega o título de campeão mundial em 2018 e vai em busca do ouro olímpico.

Pedro Barros tem grandes chances de levar o ouro no park masculino. – Foto: Julio Detefon/CBSk

Surfe

O surfe também é novidade nos Jogos Olímpicos e contará apenas com a modalidade mais famosa do esporte, a “shortboard” – com pranchas de tamanho médio.

O surfe de shortboard estreia em Olimpíadas e promete muitas emoções para os brasileiros. – Foto: WSL

Vinte surfistas homens e vinte mulheres serão divididos em cinco baterias de quatro atletas no primeiro round, com o primeiro e segundo colocados passando direto para o terceiro round. Já o Round 2 será uma espécie de repescagem para os terceiro e quarto lugares do Round 1 garantirem sua participação na terceira rodada.

Depois disso, os dois primeiros colocados da última fase de grupos – em cada chave – avançarão para as quartas de final, iniciando a fase do mata-mata a caminho do pódio.

A primeira disputa olímpica de surfe conta com um Brasil muito bem representado! Para euforia de nós brasileiros, nosso time masculino conta com dois campeões mundiais que prometem altas emoções em Tóquio: Gabriel Medina e Ítalo Ferreira.

Ítalo Ferreira (à esquerda) e Gabriel Medina (à direita) lutarão em Tóquio pelo primeiro ouro olímpico da história do surfe. – Foto: WSL

Medina foi campeão mundial em 2014 e 2018. Ítalo o venceu em 2019, tornando-se o atual campeão do mundo. Lembrando que o surfe é um esporte individual, essa disputa entre brasileiros remontará à épica final do mundial de 2019. 

A disputa será na Praia de Tsurigasaki e irá de 25 de julho a 1 de agosto. A adrenalina tomará conta dos brasileiros e o ouro com certeza será nosso, basta saber qual deles levará o primeiro título olímpico da história do esporte: o bi-campeão mundial que foi o primeiro brasileiro a vencer o mundial de surfe ou o atual campeão mundial que o tirou de seu trono?

Boxe

O boxe tem registros datados de 3000 a.C., sendo um dos esportes mais antigos do mundo. Nele, os atletas defendem-se e atacam apenas com os punhos – podendo desferir socos cruzados, direitos, jabs e ganchos.

Por muito tempo o boxe foi uma luta considerada ilegal e extremamente violenta. Então, regras básicas foram introduzidas às lutas, como um número pré-determinado de assaltos, contagem de 10 segundos para parar a luta no caso de um dos lutadores estar no chão, o uso obrigatório de luvas e um ringue acolchoado com cordas nas laterais.

O boxe é uma luta exclusivamente de socos e ocorre dentro de um ringue com lona acolchoada. – Foto: COB/Reprodução

O boxe olímpico é disputado em três rounds de três minutos cada, com intervalo de um minuto entre eles. A vitória pode ser por pontos, distribuídos ao longo dos rounds por uma equipe de cinco juízes, que decidem quem ganhou cada uma das rodadas. Além disso, pode-se ganhar por superioridade técnica, nocaute ou nocaute técnico.

Em 2016, o boxe masculino trouxe a primeira medalha de ouro olímpica da história do boxe brasileiro, com Robson Conceição no Peso Leve. Neste ano, quem promete dar a glória ao Brasil é o boxe Peso Leve feminino, com Beatriz Ferreira.

Ela é a atual campeã mundial de sua categoria (de até 60kg) e é favorita para subir no degrau mais alto do pódio em Tóquio. 

Beatriz Ferreira ganhou o ouro no mundial e busca o ouro olímpico. – Foto: Jonne Roriz/COB

As disputas serão na Kokugikan Arena de 24 de julho a 8 de agosto e estarão divididas em oito categorias masculinas e cinco femininas.

O Brasil tem tudo para brilhar nos Jogos Olímpicos de Tóquio e trazer muitas medalhas para casa. O que nos resta agora é acompanhar de pertinho todo o evento e torcer muito pelo nosso país! 

E você? Quais são as suas apostas para o Brasil? Conta pra gente!

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